sexta-feira, novembro 11, 2011

Ô VERGONHA! Vereadores brigam dentro da Câmara. VEJA O VÍDEO!

Ô VERGONHA! Vereadores brigam dentro da Câmara. VEJA O VÍDEO!
A Câmara dos Vereadores (CMSP) viveu uma terça-feira acalorada. Uma discussão entre os vereadores Floriano Pesaro (PSDB) e Ítalo Cardoso (PT), ambos líderes de bancada de seus partidos, terminou num festival de empurrões e palavras de ordem.
A discussão se deu na sessão plenária em que se votava o reajuste aos professores da rede municipal. A partir deste momento, Pesaro e Cardoso apresentam versões distintas sobre o motivo da briga.
De acordo com a versão de Cardoso, líder do PT, Pesaro se irritara ao ouvir sua reclamação sobre a falta de segurança na periferia da cidade. Morador do Jardim Umuarama, em Cidade Ademar, Cardoso teve sua Tucson furtada perto de casa. Ele havia ido à tribuna para reclamar da falta de delegacias abertas na região – o que o obrigara a perambular por outros dois distritos policiais da cidade. “Falei num espaço de tempo que era meu, sobre um problema pelo qual outros munícipes também passam”, diz Cardoso, explicando porque tratou de um problema pessoal na Câmara. “Se (a responsabilidade pela segurança) é esfera estadual, municipal ou federal, pouco importa. A Câmara é uma caixa de ressonância da cidade.”
Segundo o líder do PSDB, porém, o motivo da contenda foi o tema abordado a seguir por Cardoso. Depois de falar sobre o furto de seu carro, Cardoso defendeu de forma inflamada um reajuste maior aos professores. O líder do PSDB afirma ter decidido, então, cobrar do presidente da Câmara, o vereador José Police Neto (PSD), que a votação fosse realizada. “A galeria estava cheia, queríamos votar e ele começou com um discurso demagógico para impressionar os professores que estavam ali”, afirma Pesaro. Segundo o líder tucano, ao dizer que o colega “estava dialogando com a platéia e desorientando a própria bancada”, Cardoso largou o microfone, foi até ele, “me empurrou e tirou o microfone da minha mão”.
O vereador petista não acredita que tenha empurrado o colega tucano. ”Se eu o tivesse empurrado, ele teria caído. O Floriano é midiático, é um bom ator”, afirma Cardoso. “Apenas fiquei irritado por ele ter tergiversado.”
Ao ato de Cardoso seguiu-se uma operação “deixa-disso” por parte dos demais vereadores. Carlos Apolinário (DEM) foi um dos mais atuantes. “Esse negócio de briga de galo não funciona na Câmara”, diz Apolinário. “O Ítalo disse que ia dar uma cabeçada, mas não deu. Falei para o Pesaro não passar recibo.”
Na sessão, Pesaro voltou à tribuna exigindo um pedido de desculpas. Em seguida, Cardoso afirmou que não o faria. O clima, porém, deve arrefecer até a próxima semana. “Não vai ter desdobramento nenhum, a Corregedoria não vai investigar e na semana que vem, não vai mais se falar nisso”, diz Apolinário. Floriano Pesaro, o agredido, não fará representação na Corregedoria da CMSP. “Espero apenas um pedido de desculpas, mas pelo jeito não virá”, afirma o tucano. “Continuo respeitando o Floriano, mas não concordo com a lógica dele de fazer política”, diz Cardoso. “Mas é bom quando isso (discussões acaloradas) acontece, porque mostra que há discussão política na Câmara.
Fonte: Época (São Paulo)