A Polícia Federal já começa as investigações do assassinato da estudante de Direito, Fernanda Lages, analisando se a morte dela tem ligação com o tráfico internacional de mulheres para prostituição. Quando foi encontrada morta na manhã do dia 25 de agosto de 2011, Fernanda tinha um passaporte para a Itália, sem que sua família soubesse.
Teve também um episódio em que ela foi detida no aeroporto de Fortaleza, Ceará, fato que teria sido dado pouco importância nas investigações da Polícia Civil.
Os locais que Fernanda Lages frequentava eram caros, tipo a Boate Cenário, Diploma Bar, Água de Cocalho, Coco Bambu, a maioria na zona leste, área nobre de Teresina. Para entrar na Boate Cenário, por exemplo, paga-se até de R$ 50,00. Por lá, Fernanda frequentava costumeiramente de quarta a domingo.
Pelas investigações do promotores Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha (do Ministério Público Estadual) Fernanda Lages ganhava um salário mínimo como vendedora de roupas da loja Lara’s, no Riverside. Por ela não dispor de muito dinheiro, a família era quem bancava suas despesas; até mesmo com os créditos de celulares.
Os federais ainda não sabem quem pagava as contas das farras de Fernanda, nem o motivo do passaporte para a Itália.
‘Há uma notícia de que hajam aspectos da investigação que possam levar para esse rumo [tráfico de mulheres] e, aí sim, isso legitima, inclusive, a atuação da PF’, explica Ubiraci Rocha. O inquérito será comandado por um delegado federal que não atua no Piauí. ‘Toda a equipe que cuidará do caso’, informam os promotores, ‘será de fora do Estado’.