Em Teresina, existem apenas cinco abatedouros privados que são inspecionados rigorosamente pela Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR). Enquanto os demais são clandestinos, onde ainda é comum a prática de matar o animal com pancadas na cabeça. Muitos animais de pequeno porte, principalmente ovinos, caprinos e suínos, ainda são abatidos de forma irregular, o que acaba ocasionando um sofrimento ainda maior nos bichos.
O gerente da Vigilância Sanitária (Gevisa), Francisco Cesário, diz que a fiscalização acontece de forma rigorosa, mas localização de alguns desses abatedouros clandestinos dificulta o trabalho.
"Há fiscalização, mas temos muito abatedouros, às vezes em locais de difícil acesso, que fogem da nossa fiscalização. Mas a vigilância sanitária, por determinação do Ministério Público, desde o início do ano, está terminando o processo para disponibilizar abatedouros oficializados, ou seja aqueles que têm o Serviço de Inspeção Municipal (SIM)", disse o gerente da Gevisa.
Ele conta que, nestes abatedouros, são utilizados procedimentos que minimizariam o sofrimento animal.
"Há todo um processo de abate que inclui o atordoamento, uma espécie de choque. Após o abate é inspecionada toda a carcaça do animal. Então, a carne é colocada em uma câmera frigorífica e são destinados aos pontos de revenda. Noss abatedouros clandestinos, isso é feito de maneira rudimentar, eles são do tempo em que se dá uma pancada com machado na cabeça do animal", diz Cesário.
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