Policial usava colar de quase R$ 30 mil quando foi preso na operação
Policial mantinha triangulo amoroso com as duas mulheres presas na operação
O grupo de assaltantes desarticulado na Operação União, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (21/11), não atuava em um único ramo. Além dos roubos em estabelecimentos comerciais na capital, o bando tem também ligação com arrombamentos a bancos e até mesmo com o tráfico de drogas. Em uma única ação na Granja União, foram R$ 3 milhões, e no estabelecimento Ferreira Filho, foram mais R$ 100 mil, sem falar nas outras ações que não tiveram como ser contabilizadas pela polícia. E muito dinheiro foi apreendido hoje, com os presos em Teresina e um no Pará. Tanto que na coletiva feita ao final da manhã, o número não tinha como ser confirmado.
Apontado como líder do bando, Francisco José Wellington Silva Sousa, o Soldado Wellington, tinha duas namoradas. Maria de Fátima Nunes Barbosa e Maria Naiara dos Santos. Foi na casa da primeira que os policiais encontraram munições, roupas de marca e ainda uma L200 zerada, ano 2014, avaliada hoje no mercado em aproximadamente R$ 103 mil.
Maria de Fátima era responsável por dar destinação aos produtos de furto e roubo, fazer a chamada "lavagem de dinheiro". No celular de Maria Naiara, varias mensagens enviadas por Maria de Fátima, fazendo "inveja" com fotos de dinheiro e produto advindos da lavagem de dinheiro, já que Naiara deveria ficar com esse cargo na quadrilha, mas por um desentendimento entre o grupo, acabou sendo "deixada um pouco de lado". Ela colaborou com a polícia na operação, dando muitas informações à respeito do bando.
CONFIRA O NOME DE TODOS OS PRESOS
Francisco José Wellington Silva Sousa (PM)
Reginaldo Teixeira Alencar (PM)
Maria de Fátima Nunes Barbosa
Maria Naiara dos Santos
Bruno Soares de Sousa
Jairo William Ribeiro dos Santos
Sergio Santos
Aluisio Rodrigues da Costa Ramos
João Sidney
BANDIDOS À FRENTE DA POLÍCIA?
Já o outro policial, Reginaldo Teixeira Alencar, ou Soldado Alencar, era responsável pela ajuda na logistica para os assaltos. Ele algava rádios comunicadores da polícia por R$ 150, e assim, os bandidos estavam sempre à frente dos policiais, que interceptavam as conversas e conseguiam saber onde haveria operação. "Ele alugava veículos, conseguia rádio comunicadores, e às vezes, quando íamos agir para para evitar ações criminosas, eles já estavam sabendo", afirma o delegado.
Alguns delitos na capital que estavam sendo investigados, após os depoimentos, foram apontados como sendo de autoria de membros do bando. Entre eles, o arrombamento ao caixa eletrônico instalado dentro da Faculdade Ceut, o assalto ao estabelecimento comercial Ferreira Filho e ainda a tentativa de assalto a uma vendedora de joias que mora na zona Leste.
TENTARAM ASSALTAR O 'CARVALHO'
Na semana passada, eles chegaram a entrar no Comercial Carvalho do Parque Piauí, zona Sul, mas tiveram que abortar a ação por conta de uma viatura do Ronda Cidadão que estacionou nas proximidades. "Se eles tivessem efetivado o assalto, teríamos prendido os que estavam na ação, e nas horas seguintes, os outros membros do grupo. Naquele dia já estávamos com todos os mandados de prisão nas mãos", explicou o delegado Tales Gomes.
Já o delegado Menandro Pedro, chefe do GRECO (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), responsável pela operação desta manhã, comentou sobre algumas peculiaridades do grupo, entre elas, a divisão do dinheiro, que era feita até em motéis da cidade. Toda parte de escolha dos alvos, preparação, planejamento dos assaltos, e logística, ficava por conta do policial, que ainda recrutava pessoas de outros estados. Após a ação na Granja União, foi ele quem levou os acusados até o Pará, onde pretendiam se esconder da polícia.
COLAR DE R$ 30 MIL NO PESCOÇO
Alguns dos materiais apreendidos denotam o envolvimento do bando com outras ramificações criminosas. Muita cocaína casa do Soldado Wellington, que ao ser preso ostentava no pescoço um colar de R$ 30 mil, incompatível com o salário que recebe como policial; na residência de Maria de Fátima, além do outro que comercializava, a polícia achou uma pistola Magnum 357; na residência de outros presos, muito crack e pedras de crack.
Na casa de Jairo William Ribeiro, a polícia encontrou um botijão de gás e peças para montar o maçarico, objeto comumente para abrir caixas eletrônicos. Bruno Soares e João Sidney, eram responsáveis por trazer pessoas de outros estados e executar os assaltos, respectivamente. Foi através das escutas telefônicas que os policiais conseguiram impedir um assalto que aconteceria nesta semana.
IMAGENS MOSTRAM TENTATIVA DE ASSALTO EM RESIDÊNCIA
VEJA FOTOS DE TODOS OS PRESOS
FONTE: 180 GRAUS