quinta-feira, novembro 21, 2013

BOLA CHEIA: Ator global diz que tem orgulho de ser piauiense

O ator Francisco Carvalho, da Rede Globo, está em Teresina para uma série de apresentações no Cineteatro da Assembleia Legislativa do Piauí. Ele fará o show “Doido Varrido” entre os dias 22 e 24, de sexta-feira até domingo (24/11/2013).
Carvalho é natural de Teresina e sequenciando sua carreira nos anos 70, em São Paulo, como ator de teatro, logo passando para televisão e cinema.
Ele fez nada menos que 18 novelas e no cinema foi premiado várias vezes. O ator reclamou que um dos seus filmes mais premiados, “Espelho D’Água”, teve grande repercussão em todo o Brasil e fora do país, mas que no Piauí, sua terra natal, pouco se falou do assunto.
Carvalho passou uma parte de sua infância na vizinha cidade de Altos, vez que seu pai, seu Custódio, é natural daquele município.
“Boa parte de minha infância passei roubando frutas nas quintas e vazantes na beira do rio Parnaíba. Teresina só existia até a Tabuleta. Essas quintas onde a gente entrava ficavam no lugar onde hoje se situa o bairro Saci. Em Altos, brinquei muito, joguei futebol com meus amigos, tomei banho de açude e tudo o mais”, relatou.
Carvalho fez recentemente na novela “Salve Jorge” o papel de “seu Galdino” e começou a carreira com a peça “A tragédia do Gólgota”, escrita pelo radialista Ari Sherloque, que, naquele tempo, trabalhava na Rádio Pioneira de Teresina.
O ator disse que tem muito orgulho de ser piauiense e contou que esteve na Alemanha em companhia de um amigo ator e que na oportunidade ele se apresentou como “Francisco Carvalho, natural de Teresina, no Piauí”, então seu amigo lhe disse que ninguém sabia onde ficava a cidade nem o estado, mesmo assim Carvalho afirmou que tem o maior orgulho de fazer esta afirmação.
Ele contou que um amigo seu chamado Abel Filho lhe disse certa vez que ele não era reconhecido como ator no Piauí porque tinha ido embora para São Paulo e se transformado numa pessoa “do bem”, porque se tivesse se transformado num bandido todo mundo o conheceria e o divulgaria. “Precisamos mudar essa mentalidade”, finalizou.

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