O senador Wellington Dias (PT-PI), por desconhecer a natureza do político e também por ambição pessoal, em oito anos de governo petista e tendo como presidente da república, durante os seus dois mandatos, um companheiro de partido, por absoluta falta de interesse e sem pensar no futuro PT no estado, acabou optando por fortalecer o seu vice-governador Wilson Martins (PSB) ao lhe entregar de bandeja a coordenação do PAC, que pelo volume de recursos disponíveis e o número de obras projetadas para todo o estado deu ao seu vice, uma enorme visibilidade. Esse gesto de Wellington Dias exigia reciprocidade.
Para completar o seu gesto de extrema generosidade, Wellington Dias renunciou ao seu mandato para disputar uma vaga no Senado, o que permitiu a Wilson Martins se reeleger governador sentado no trono, o que pretende fazer com o seu vice, o peemedebista Zé Filho.
Com esses seus dois gestos, Wellington Dias esperava reciprocidade de parte daquele que ele julgava ser seu amigo, na disputa pelo seu retorno ao Palácio de Karnak em 2014. A propósito: a cada dia Wilson Martins emite sinais, dando conta de que a reciprocidade tão aguardada pelo senador petista não acontecerá. O mesmo procedimento adotado por Wellington Dias em 2014 está sendo usado por Wilson Martins, ou seja, levar a tiracolo o se vice, a todas as inaugurações de obras.
Wellington Dias nunca teve nenhum interesse em trabalhar um nome petista para sucedê-lo, essa é a grande verdade. Por medo de criar outra liderança no seu partido, capaz de ofuscá-lo. Dai a sua opção por Wilson Martins cujo primeiro sinal emitido dando conta de que não retribuiria os gestos de Wellington Dias foi quando da escolha do novo coordenador do PAC, um político sem nenhuma identificação com o PT. O que os petistas esperavam era um gesto de mutualidade.
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