segunda-feira, outubro 01, 2012

Delegado diz que rombo na Secretaria de Saúde pode passar dos R$ 11 milhões

NOSFERATU:Em coletiva,delegado não descarta participação de gestores, 


O delegado da Polícia Federal, Wellington Santiago que está presidindo o inquérito da fraude na Secretaria de Saúde informou, em entrevista coletiva, que as empresas recebiam referente a procedimentos ambulatórias de alta e média complexidade e reforma das unidades de saúde. Esse repasse vinha direto de uma conta e o funcionário desviava. O rombo pode chegar a mais de R$ 11 milhões.
A verba desviada, de acordo com as investigações realizadas até agora, chegam a quase R$ 11 milhões. Foram cumpridos 21 mandados de busca de apreensão e 16 mandados de intimação nas cidades Teresina, Timon-MA, Esperantina e Fortaleza-CE. 

O delegado disse que o processo está correndo em segredo de Justiça e que foi solicitado a prisão das pessoas envolvidas e o sequestro de bens, mas o juiz federal não concedeu. Santiago confirmou que a denúncia partiu do próprio secretário de Saúde, Ernani Maia, e que as investigações iniciaram em maio deste ano. 
Foram apreendidos documentos, computadores e comprovantes de depósitos. O delegado disse ainda que o incêndio no antigo prédio da Sesapi, no Centro Administrativo, não atrapalhou as investigações.

Wellington Santiago não descarta, no entanto, que haja participação inclusive de gestores. “Não foi detectado nada até o momento que pudesse incriminar o gestor atual ou qualquer um dos gestores anteriores, mas se encontrarmos algo, certamente serão indiciados”, destacou o delegado afirmando que a investigação continua. 
O Controlador Geral do Estado (CGE), Antonio Filho, também participou da coletiva e disse que a fraude foi detectada pela equipe de Controladoria da Sesapi. “Esse recurso é transferido de fundo a fundo e é utilizado para o ressarcimento de processos cirúrgicos, medicamentos. A Controladoria da Sesapi detectou que havia divergências no objetivo do pagamento. Como o delegado falou o rombo pode ser ainda maior”, declarou.

O funcionário responsável pelo pagamento dessas empresas era terceirizado e tinha acesso ao sistema que realizava os pagamentos. “Ele já foi identificado, afastado e está respondendo sindicância”, afirmou o Antônio Filho. 
               Controlador Geral do Estado, Antonio Filho.

Ele disse que a verba certamente fez falta para a Secretaria de Saúde e esperam que a polícia possa recuperar. 
Depoimentos
Na manhã desta segunda-feira(01), dois empresários e um contador estiveram na sede da PF em Teresina para prestarem depoimentos. O contador identificado como Nilson de Sousa Batista e o empresário Raimundo Domingos Xavier Neto disseram ter prestado todas as informações solicitadas pelos policiais, outro empresário saiu sem falar com a imprensa. 
             Raimundo Neto, Nilson Batista e o advogado Bruno Muniz

Pelo menos seis empresas e um funcionário do setor Gerência Orçamentária Financeira e Contábeis estão sendo investigados pela PF.
fonte:cidadeverde.com