segunda-feira, agosto 06, 2012

O BAJULADOR E O TIRANO

                         Mas ainda assim, prefiro os tiranos aos bajuladores.

Há uns oito anos atrás, assistindo a uma missa do querido padre Maia (bocaiuvense) ele, sabiamente, na homilia, disse um trecho sobre as pessoas mais perigosas que existem. Segundo sua fala, e obviamente o que minha memória me permite lembrar, existem dois tipos de pessoas: os mansos e os bravos, todavia dentre estes, havia dois tipos muito perigosos, dos mansos seria o bajulador, e dos bravos o tirano. Sendo o bajulador ainda mais perigoso que o tirano. Vale notar, para os críticos mais detalhistas, que essa missa foi realizada numa inauguração de uma obra política partidária.


Não me lembro mais a obra que era inaugurada e nem um momento dessa missa, mas este trecho sempre voltou à minha cabeça. Hoje pensando, novamente, a respeito naveguei pela internet e encontrei neste site: http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com/2010/08/bajulacao-devemos-temer-mais-lingua-do.html uma descrição sobre as facetas do bajulador e do perseguidor. Recomendo a leitura.
O bajulador, de acordo com o site citado, às vezes se assemelha ao camaleão por não sustentar a opinião e estar sempre mudando de argumento de acordo com o interlocutor; ele pode ser também comparado com um espelho, (adorei esta parte) são aquelas pessoas que riem com você, choram com você, enfim apenas refletem seu sentimento, sem, no entanto sentir verdadeiramente. Elas são incapazes de te mostrar o outro lado, te contrariar, ou te fazer refletir. Foram comparadas, ainda, com o eco, que apenas repete o que você diz. Como vimos são três conceitos bem próximos e esclarecedores.

O tirano, no entanto, mostra as armas que tem, se opõe, é atrevido, para o autor do referido blog, o perseguidor é também um bajulador, mas como não sustentou a afirmação com argumentos sólidos, me oponho a esta afirmação, porque acredito que o tirano é no fundo um medroso, por medo de ser atacado, ele ataca. O que pode haver de comum entre as duas espécies seriam a falta de reflexão sobre as ações.


Nana Andrade