terça-feira, julho 24, 2012

Pai e madrasta matam menino de dois anos após sessão de espancamento e tortura no Rio de Janeiro

O pedreiro Widemberg de Araújo Souza, 22 anos, suspeito de espancar o filho Wesleyde 2 anos, assumiu em depoimento aos policiais da 32ª DP (Taquara) que bateu na criança. As informações são do delegado-adjunto Maurício Mendonça de Carvalho, que participa da investigação do caso. Segundo ele, Widemberg negou que tenha torturado o menino, mas alegou ter batido nele, na segunda-feira (16), porque a criança mexeu no gás de cozinha. 

O menino foi levado para o Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, às 16h de terça-feira (17), e morreu logo em seguida. De acordo com o delegado, ele estava com várias escoriações, hematomas, fratura e arranhões no corpo. Em depoimento, a madrasta alegou que a criança tinha caído da cama.

Ainda segundo a polícia, a madrasta do menino, Luana Rodrigues do Nascimento, 23 anos, disse no depoimento que Widemberg não gostava do filho e as agressões eram constantes. Ela também assumiu que chegou a bater na criança, mas, segundo ela, eram “palmadas” dadas com o objetivo de educar. Luana vivia com Widemberg havia dois anos.

“A Luana afirmou que Widemberg sempre batia no menino. Ela contou que na segunda-feira chegou a casa e encontrou o menino enrolado num pano, no chão. Ao questionar Widemberg, ele disse que era para deixar o menino quieto porque estava muito levado. No dia seguinte, ela disse que percebeu que o menino estava tonto”, disse Mendonça.

À polícia, a madrasta contou ainda que chamou uma ambulância do Samu e levou o menino para o hospital. O pedreiro, segundo a polícia, disse que soube do filho quando ainda estava no trabalho. A criança chegou ao hospital com quadro de parada cardiorespiratória, hematomas atrás da cabeça e no tórax e fratruras.

Casal vai responder por tortura
De acordo com a polícia, o pai e a madrasta do menino vão responder por tortura, com resultado de morte, já que a criança morreu horas após dar entrada no hospital. Se condenados, eles podem pegar até 21 anos de prisão. O delegado Vilson Almeida da Silva, que registrou o caso, disse que o crime se agrava por se tratar de menor.
“A criança apresentava graves escoriações, fraturas, hematomas e com sinais graves de espancamento. A médica que atendeu o menino desconfiou desde o início devido a várias lesões que a criança apresentava. Eles foram presos em flagrante. A investigação segue e agora vamos tentar entender o que levou a agressão”, disse Vilson Almeida. 
G1