Os advogados de acusação estão convencidos de que a defesa do goleiro Bruno montou uma estratégia para tentar inocentar o ex-jogador, contando com a colaboração de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, para assumir toda a culpa pelo sequestro, tortura e morte da jovem Eliza Samudio.
Em entrevista ao site de VEJA, o advogado José Arteiro Cavalcante de Lima, que atua junto ao Ministério Público de Minas Gerais no processo, afirmou nesta tarde que pretende anexar ao processo uma cópia da carta escrita por Bruno, endereçada ao amigo, falando do “plano B” e pedindo desculpas por ter que agir dessa maneira. O documento foi revelado pela edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado.
Para Arteiro, a carta comprova a tese de que a polícia e o Ministério Público haviam formulado ainda no início do processo: a de que em algum momento do processo a defesa dos envolvidos no sumiço de Eliza tentaria tirar de Bruno a responsabilidade pelo crime, usando para isso até uma possível confissão de Macarrão. Desta forma, Bruno estaria livre para voltar a atuar no futebol e, como sempre fez, sustentar as famílias dos envolvidos e arcar com os custos de defesa.
Um trecho da carta diz o seguinte: “Eu sinceramente nunca pediria isso para você, mas hoje não temos que pensar em nós somente. Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças”, diz o goleiro. “Você me disse que se precisasse você ficaria aqui e que era para eu nunca te abandonar. Então, irmão, chegou a hora”, acrescenta. Em seguida, Bruno pede perdão por três vezes. Macarrão jamais recebeu a mensagem, que foi assinada pelo goleiro. A reportagem de VEJA comprovou a autenticidade da assinatura com dois peritos.
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