terça-feira, abril 17, 2012

Vamos brincar de fingir que o ano letivo começou no Piauí


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Se há quem se ufane do fato do Brasil haver tido um presidente da república semi – alfabetizado, deve estar batendo palmas e dando vivas ao governo Wilson Martins que está contribuindo, fria e cruelmente, para que as escolas de ensino fundamental no Piauí se transformem em fábricas de analfabetos funcionais.
       A intransigência como têm se comportado os representantes do governo e o próprio governador, durante as tentativas de se dar um basta ao movimento grevista, é uma radiografia de que, realmente, a classe política deseja que cada vez mais cresça o número de eleitores analfabetos para serem usados como massa de manobra em tempos de eleição.
       Aqui em Parnaíba houve um tempo em que, durante movimentos grevistas como o que acontece no magistério atualmente, professores escondiam-se, não participavam  das assembléias, com medo dos representantes do governo, caciques políticos que ainda vivem, alguns deles, como espectros da morte;
       Existiam aqueles professores que ainda, por pura preguiça, ficavam deitados em uma rede, esperando o resultado das reivindicações, a partir do que o Sindicato conseguisse em Teresina. Eles sabiam que todos seriam contemplados. Mudou alguma coisa?

Luta continua?!
       Depois que um juiz, dizem que parente do governador Molim, decretou a ilegalidade da greve na sexta feira, muitos professores parnaibanos já retornaram ontem (segunda feira) às salas de aula, passando recibo de alienados, contribuindo para o enfraquecimento do movimento. Todos sabem que o ano letivo está perdido. Por mais que criem o sexto horário, dêem aulas em julho, domingos, feriados e até no final do ano, emendando com o ano letivo de 2013, não será ano normal, o aproveitamento dos alunos sempre será prejudicado...
       Os nossos professores em Parnaíba parecem ter medo de políticos. Mesmo com direitos, abrem mão, para “obedecerem” certos imbecis que se elegem às nossas custas mas não nos respeitam.
       Para quem já voltou à sala de aula, ou está pensando em voltar, cabe a pergunta: De que valeram os dias parados? Quem estudou, graduou-se, vai mesmo se deixar prejudicar? A intenção do governo é castigar àqueles que estudaram mais, não lhes dando o aumento devido.
Faltam recursos
       Ah, está faltando dinheiro para o governo?! E como não falta dinheiro para pagar “puxa-sacos”, apadrinhados políticos que receberam nomeações, DAS, cargos e mais cargos e nunca deram um prego numa barra de sabão?
       A propósito, quantos foram nomeados apenas pelo vice - governador, Zé, filho, apenas para a vice- governadoria?! Quanto isso custa para os cofres do Estado?
       E como não falta dinheiro também para o Governo repassar à Assembléia Legislativa, que aumentou no final do ano passado, de 50 para 80 mil reais por mês somente a verba de gabinete, fora salários e outras mordomias?
       Na verdade, o governo vê professores como bestalhões. O secretário de Educação, Átila Lira, também deputado federal, foi um dos que votaram em Brasília a lei do Piso Nacional de Salários dos Professores. Portanto, desde que Wilson Martins foi eleito, e que ele (Átila) sabia que iria ocupar a Secretaria pela 3º vez, porque não alertou o governador, da necessidade de implantação do Piso, mais cedo ou mais tarde, alertando-o também para a necessidade de preparação de Caixa?! E já que o governo Wilson Martins diz estar revolucionando a educação no Piauí, por que não saiu na frente?Hoje seria um dos primeiros Estados da Federação a pagar o piso nacional de salários...
       Disse-nos a presidente do SINTE, Regional de Parnaíba, que está indo nas escolas tentando manter o movimento também em Parnaíba, a exemplo do que ocorre na capital e em outros municípios do interior. Quanto à ilegalidade da greve, cabe recurso e o setor jurídico do SINTE vai apelar.
       Mas eu acho que em Parnaíba o movimento agoniza.
 Proparnaiba.com