A PLACA com informações sobre a obra da estrada Miguel Alves-Porto, que foi abandonada pela construtora.
A empreiteira Delta Construções, citada em diversas gravações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e no recente escândalo que envolve o empresário Carlinhos Cachoeira, atua no Piauí. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) é o principal contratante da empreiteira no Estado. Mas ela tem contratos também com o Governo do Piauí. E seu contrato mais recente é com a Prefeitura de Teresina.
A Controladoria Geral da União (CGU) apontou irregularidades em oito contratos da Delta com o Dnit para obras rodoviárias no Piauí, todos eles relacionados com serviços de manutenção e recuperação. O site Contas Abertas divulgou a relação dos trechos de BRs que cruzam o Piauí e aparecem no Mapa das Irregularidades da Delta elaborado pela CGU.
Contratos com o governo
No Piauí, a Delta fez contratos com o Governo do Estado para obras nas rodovias BR-020, PI-112, PI-457 e PI-458, que somam mais de R$ 30 milhões no Piauí. A Construtora Delta foi contratada pelo governo para fazer a obra da PI-457, no trecho de Caridade a Curral Novo, no valor original de R$ 5,9 milhões, que depois foi aditivado e chegou a R$ 12,96 milhões. Os recursos são do BNDES, provenientes do empréstimo tomado pelo Governo Wellington Dias para obras rodoviárias. O outro trecho é de Simões a Caridade, na PI-458, no valor de R$ 7,04 milhões. O contrato também é conveniado com o BNDES.
O Governo do Estado rescindiu, no ano passado, um contrato que tinha com a Delta para a construção da PI 112, trecho Miguel Alves/Porto, com extensão de 53 quilômetros. A obra, contratada por R$ 19 milhões 814 mil, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), foi abandonada. O contrato entre o DER e a Delta, para execução dos serviços de implantação e pavimentação na Rodovia PI-112, foi assinado em 2008. O prazo para conclusão da obra era de um ano.
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