quinta-feira, março 29, 2012

ESTAMOS CHEGANDO AO OSSO" Secretário Paulo Ivan do estado admite que pode demitir comissionados para conter crise


Secretário Paulo Ivan, da Administração: médicos pedem aumento fora da realidade do Estado
O secretário estadual de Administração, Paulo Ivan da Silva, afirmou que o pedido dos médicos, de implantação do piso de R$ 9.188,00 está fora da realidade do Estado e é impossível de ser atendido. "Não que eles não mereçam, mas está fora da realidade", advertiu o secretário. Paulo Ivan justificou que o Piauí tem a 23ª economia dentre os 27 estados do país, "e não tem dividendos para pagar um valor que nenhum Estado ou município tem condições de pagar".

Ele ainda advertiu que o Piauí está quase no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). São cerca de 57% a 58% da receitas sendo aplicadas em gastos com pagamento de pessoal. "Três Estados e o Distrito Federal já estouraram este limite e estamos nos controlando para evitar que haja problemas fiscais com o Estado do Piauí. Várias medidas financeiras foram adotadas para fazer este controle", adiantou Paulo Ivan. O secretário assegurou que não tem como o Estado pagar o que os médicos estão pedindo. 
Ele advertiu que se o Estado chegar ao limite prudencial estabelecido pela LRF, com gastos de pessoal, a saída será demitir comissionados e fazer um novo corte nas gratificações. "Somente em 2011, com os cortes nos vencimentos dos servidores comissionados, o Estado economizou R$ 20 milhões. Estamos chegando ao osso" e depois disso, não haverá onde cortar", afirmou o gestor. Em relação aos professores, ele informou que foi apresentada uma proposta que foi rechaçada pela categoria, que resolveu manter a greve.
A proposta está em tramita-ção na Assembleia Legislativa. Ontem, a deputada estadual Belê Medeiros, líder do PSB, confirmou que o governo estuda retirar o projeto de Lei que incorpora a gratificação de regência ao piso salarial dos professores. O valor do piso ficaria em R$ 1.451,00. A proposta não é aceita pela categoria, que afirma ser ilegal. De acordo com a deputada, o governador Wilson Martins está sensível à causa e busca o equilíbrio, por isso há a possibilidade de retirar o projeto da pauta na Alepi. 
"O governador está pensando na população para que não sofra ainda mais com essa greve, que já prejudicou praticamente a metade do semestre letivo. Estamos estudando com cautela e carinho, com pé no chão, para não prejudicar a conta do Estado", explicou Belê Medeiros, em declaração dada ao portal Cidadeverde.com.