quarta-feira, março 28, 2012

Deputado que defende proibição do MMA na TV diz que luta é "rinha humana"


O deputado José Mentor (PT-SP) apresentou projeto de lei que proíbe a transmissão de lutas das artes marciais mistas em canais de TV aberta ou fechada e prevê multa de cento e cinquenta mil reais para as emissões que desrespeitarem a regra, podendo inclusive perder o direito à concessão pública. O parlamentar comparou os combates às rinhas de galo, que são proibidas no Brasil, e afirmou que o MMA é uma espécie de rinha humana que banaliza a violência nos canais da televisão brasileira. Já o ex-pugilista e deputado do PRB-BA Acelino Freitas tem trabalhado no sentido de regulamentar o MMA, que se trata de um esporte em expansão em todo o mundo e que gera milhares de empregos diretos e indiretos. [Leia mais aqui] Em entrevista ao repórter Pedro Pinheiro Neto, do site Mais1Round.com.br, José Mentor falou sobre PL 5534/2009 veda a transmissão de lutas marciais pelas emissoras de televisão: “A opinião de todos deve ser respeitada. O projeto que proíbe MMA na TV é de 2009, quando a RedeTV transmitia. Somente agora, após a Globo entrar no mercado, é que a luta ganhou importância”. “O Estado de Nova York e a França proíbem essa prática. Os médicos do Canadá (2º maior mercado de UFC) também querem baní-la do país. O Brasil proíbe rinha de galo, de canário e há cidades, como São Paulo, que proíbe rodeio porque ferem os animais. E rinha humana pode?” “Poucos anos de luta e já se sabe de três mortes. Semana passada, um jovem de 20 anos ficou tetraplégico nos EUA. É violência pela violência: chutes e joelhadas na cabeça, cotoveladas e socos repetidos no rosto. Mas é verdade, tem muito dinheiro por trás. São poucos ganhando muito dinheiro com o sangue, a desumanidade e o destempero alheios”. Ontem falei, por telefone, com Éder Jofre - que como o Popó - é campeão mundial de boxe. Ambos deram muitas alegrias ao nosso povo. Éder, como eu, é contra o MMA. Popó a favor e quer regulamentar a profissão de lutador. Eu só quero proibir o televisionamento das lutas cujas violência é real e não pode ser comparada com a ficção e efeitos especiais dos filmes e novelas”, explicou
. “Vou conversar pessoalmente com os dois. O projeto de Popó não substitui nem elimina o nosso. Restringir o horário ou mudar de canal não resolve depois que a tecnologia possibilitou a gravação simultânea de programas que podem ser reprisados quando for do interesse de qualquer uma, criança, jovem ou adulto " (fonteTerra)