Mário boi", para os mais íntimos o “médico”, pois é assim que ele gosta de ser chamado: o médico Mário Boi. É uma figura sem igual! Voltei a encontrá-lo, muito longe daquela criança ao lado do pai, hoje convivo lado a lado com ele e tive o prazer de por diversas vezes jogar com ele, isso mesmo, ainda joguei algumas partidas contra o grande goleiro. E o mais gostoso sempre fica para o final, pois depois de toda partida de futebol tem aquela boa e velha resenha, onde todos querem dizer alguma coisa. Nesse meio tempo, Mário boi sai de fininho com sua mochila, vai ao vestiário e ao retornar, vem todo transformado, roupa de garotão, tênis e um perfume que de longe se espalha pelo ambiente. Sempre acompanhado de seu copo de alumínio, pois ele não usa copo a não ser o dele e cheio de superstições, não come todo tipo de comida e não toma remédios orientados pelos seus amigos “médicos”, ele mesmo faz seu diagnóstico e se “cura”. Sempre relata que não precisa ser consultado por ninguém. Temeroso a Deus, não abandona suas fitinhas de Nossa Senhora ou São Francisco. Realmente é uma figura! Daí começam as brincadeiras, e seu nome é tema para diversas histórias, como por exemplo, em uma dessas partidas disputadas por ele na capital do estado, foi eleito o melhor jogador da partida, e ganhou um prêmio ofertado pelo patrocinador de uma determinada emissora de rádio, onde o repórter se dirigiu até o gramado e o indagou:
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| MARIO BOI |
- Mário Boi, você foi eleito o melhor jogador da partida, o que o grande atleta tem a dizer?
- Apenas agradecer e fico muito feliz por isso, e o que eu vou ganhar?
- Meu amigo você, por ter sido eleito o melhor jogador por nossa equipe de jornalistas, ganhou um “motor-rádio.”
- Que bom!
- O que você vai fazer com esse “motor-rádio”?
- É simples, o rádio eu vou dar para minha mãe, e o motor eu vou usar para eu ir aos treinos do Parnahyba.
O mais incrível é que “motor-rádio”, era um lançamento de um rádio portátil, que na época fazia o maior sucesso. Em outra oportunidade, mais uma das suas, foi candidato a vereador em nossa cidade, após a apuração dos votos ele ficou a se perguntar:
- Como não consegui ser eleito? Já que todos os meus amigos votaram em mim? Me enganaram? Mas, pelo menos, vou perguntar a minha mãe porque ela não votou em mim... E chegando em casa a indagou e sua mãe o respondeu:
- Votei sim, meu filho, escrevi na chapa: “Meu filho”.
- Ah, mamãe, pois eu acho que fui roubado, pois nem o meu voto apareceu e eu votei em mim mesmo, lá na minha chapa eu escrevi: “Eu”.
Meus amigos, esse é o meu, o nosso eterno e amado Mário Pereira, ou como queiram, o Médico. Ainda com uma saúde de ferro e muita vitalidade. Residente na travessa James Clark, no bairro São Benedito. Ele e sua esposa Mazé estão esperando sua visita. Ou então, quando ouvir por aí um grito bem conhecido de todos os seus amigos “tchê, tchê”, tenha certeza que é o médico Mário Boi.
Edição: Walter F. Fontenele /Portalphb.com.br
